domingo, 4 de outubro de 2009

RIO DE JANEIRO - JOGOS OLÍMPICOS 2016

O vídeo é um instrumento importante na EaD.

Só para descontrair.......

Os vídeos que serviram para defender o Rio de Janeiro como sede dos jogos olímpicos 2016 são lindíssimos...
Confira!!!



DIVULGUEM... OU VAMOS PERDER ESTE VALIOSO SITE POR FALTA DE ACESSO!


Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci, escutar músicas em MP3 de alta qualidade, ler obras de Machado de Assis, de Shakespeare ou a Divina Comédia, ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da tv, artigos científicos e muito mais... Esse lugar existe! O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site: http://www.dominiopublico.gov.br/
Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
http://danielealvim.blogspot.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

COLÓQUIO UNB - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Formação precária de professores preocupa especialistas

Em colóquio na UnB, estudiosos do tema se mostraram preocupados com a qualidade dos núcleos de formação a distância

João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Não só alunos precisam da sala de aula para aprender. Durante a primeira etapa do Colóquio de Tecnologias na Educação sobre a Formação de Professores, na Universidade de Brasília, os palestrantes colocaram a formação precária de quem segura o giz como um dos principais desafios do século XXI. A expansão dos núcleos para formação de docentes a distância, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), é um dos pontos que mais preocupam os pedagogos. Para eles, não há um plano pedagógico adequado para o sistema, que acaba contribuindo para a proliferação de maus professores.

A educação brasileira passa por uma transição de paradigmas. A introdução de novas tecnologias e métodos de ensino – as chamadas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) – revolucionam as maneiras de ensinar e aprender. Para o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), José Carlos Libâneo, boa parte das mudanças, como a criação de núcleos de formação à distância, são positivas na teoria. Porém, na prática, a história muda. “Não há estrutura para assegurar a qualidade na formação dos professores e isso é ruim”, afirmou o pedagogo.

Convidado para abrir a palestra, organizada pela Cátedra Unesco de Educação a Distância da UnB, o especialista afirma que não há plano pedagógico adequado para os professores inscritos nos cursos de formação a distância, assim como falta estrutura para acompanhar o rendimento deles. “A iniciativa é louvável e representa uma tendência a ser seguida. Mas se não houver investimentos do governo, o tiro pode sair pela culatra”, ponderou Libâneo. Ele ressaltou a necessidade de pesquisas sobre o desempenho dos núcleos para dar subsídios à formulação de políticas públicas.

A professora da Faculdade de Educação da UnB Ilma Passos Veiga apresentou os resultados de tese de doutorado sobre a situação da educação de docentes a distância em três estados brasileiros: Sergipe, Minas Gerais e Goiás. “Há sérios limites para a assimilação do conteúdo, a carga horária ainda é baixa, falta estrutura para o deslocamento dos docentes para as aulas presenciais e as condições de trabalho dos professores não é levada em conta”, enumerou.

CENÁRIO CRÍTICO – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o índice de analfabetos funcionais – que estão nas escolas, mas não se alfabetizaram - com mais de 15 anos de idade foi de 21% (30 milhões de pessoas) em 2008. Para Libâneo, os números refletem a falta de estrutura das escolas e a incapacidade dos professores em transmitir conhecimento. “Os professores devem, além de dominar o conteúdo, ser capazes de repassá-los. Esse é o princípio básico da pedagogia e só pode ser consolidado com uma formação adequada”, disse.

O professor da UnB Célio da Cunha ressaltou que o melhor caminho para assegurar educação de qualidade é investir na formação sólida do docentes. “Deixar a responsabilidade com um sistema que ainda não se consolidou (a distância) é um desrespeito e um risco alto. Enquanto não houver segurança suficiente no modelo é preciso garantir uma formação adequada”, observou. O pedagogo ressalta que 80% dos centros de formação de professores são entidades particulares. “O governo deve assegurar a formação de qualidade. Sem bons professores, só teremos maus alunos”, concluiu.

Texto: UnB Agência.

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - REPORTAGENS REALIZADAS PELO JORNAL NACIONAL - REDE GLOBO DE JORNALISMO

O Jornal nacional exibiu em abril e maio deste ano, uma série de reportagens sobre EaD.
Veja mais
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1100559-10406,00-EDUCACAO+A+DISTANCIA+BENEFICIA+MILHOES.html

http://especiais.jornalnacional.globo.com/jnespecial/category/serie-ensino-a-distancia/

sábado, 19 de setembro de 2009

O QUE É EaD?

EaD/UFMG

O Decreto 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, define a Educação a Distância (EAD) como:

"...forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação".
A Educação à Distância (EAD) é caracterizada pela separação física entre professores e alunos, pela utilização de alguma tecnologia para a mediação dos recursos didáticos e por características próprias do processo de ensino e aprendizagem. Apesar de já ser aplicada há muito tempo, a EAD ganhou, a partir da última década, novos enfoques com as possibilidades da utilização da Internet. No entanto, a aceitação da EAD, especialmente no Brasil, tem encontrado enormes barreiras para a sua efetivação, como um certo preconceito e a baixa credibilidade quanto à qualidade dos cursos oferecidos.
Freqüentemente a EAD tem sido considerada por muitos como uma maneira de se conseguir uma educação econômica, industrial e de massa, especialmente pela crença na possibilidade de que poucos professores possam atender a um grande número de alunos distantes fisicamente. As experiências mostram que a realidade não é bem essa. Não é verdade que os custos sejam menores e nem que a prática da EAD requeira menos trabalho por parte do professor. Por outro lado, o mito de que a EAD é uma educação de qualidade inferior pode ser refutado com diversos exemplos de resultados compatíveis com a da educação presencial. Dos professores, a EAD exige novas práticas pedagógicas e, dos estudantes, a EAD exige maior autonomia e responsabilidade sobre a sua própria formação. Neste sentido, o sucesso da EAD envolve ter estudantes cada vez mais auto-dirigidos e professores cada vez mais participantes e capazes de aproveitar ao máximo as novas tecnologias disponíveis.
Acreditamos que a utilização do potencial das novas tecnologias da informação e comunicação possa amenizar algumas barreiras da EAD como o isolamento e a conseqüente falta de motivação que costuma levar à evasão dos alunos. Porém, para que isso aconteça são necessários investimentos, especialmente na formação dos professores e na infra-estrutura de suporte. Mesmo para professores com larga experiência em ensino é preciso aprender a fazer a EAD, pois, ensinar e aprender à distância, não é o mesmo que ensinar e aprender presencialmente. Não basta ao professor adquirir as habilidades operacionais para a utilização da Internet e nem tão pouco transpor suas experiências da educação presencial para o espaço virtual. A EAD requer diferentes habilidades para a apresentação, o planejamento, o preparo de material, o desenvolvimento de atividades e a avaliação. Em especial, é necessário dominar o ambiente ou o sistema de comunicação utilizado para desenvolver projetos de EAD, de acordo com os princípios educacionais previamente definidos.
Vários graus de separação física entre estudantes e professores podem ser pensados na EAD, variando de um espectro de soluções semi-presenciais até totalmente à distância. A utilização dos recursos computacionais em rede no meio acadêmico ocorre em níveis diferenciados, indo da simples apresentação do programa de um curso à formação de comunidades virtuais de aprendizagem. Cada iniciativa nessa direção representa passos significativos e o professor poderá despertar para novas formas e possibilidades oferecidas em outros níveis de utilização. Para alcançar níveis mais elevados de eficiência e eficácia da EAD são fundamentais a troca de experiência e a busca de novas formas de aprendizagem, a partir do interesse e das necessidades de cada grupo.

HISTÓRICO DA EaD

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL: UMA ANÁLISE HISTÓRICA DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS BRASILEIRAS

Danielle Xabregas Pamplona Nogueira
Doutoranda em Educação pela Universidade de Brasília – UnB.
Docente da Universidade da Amazônia – UNAMA.
Email - danielle.pamplona@gmail.com

Raquel de Almeida Moraes
PPGE – EDUCAÇÃO – UnB
Email: rachel@unb.br

Resumo: O trabalho tem como objetivo analisar o desenvolvimento da educação a distância (EaD) nos diferentes contextos das políticas públicas educacionais brasileiras. Para isto, considerou-se que as políticas públicas representam o Estado em ação. Em atendimento ao objetivo proposto, relacionaram-se a trajetória histórica das políticas públicas educacionais no Brasil e o caminho percorrido pela educação a distância na história da educação brasileira, revelando-se os seus principais desafios. A metodologia utilizada consistiu em revisão bibliográfica acerca políticas educacionais brasileiras desde o Brasil colônia até os dias atuais, além de fazer referência aos censos da educação a distância no Brasil, no período de 1982 a 2006, a fim de construir o cenário histórico da educação a distância no país. Como resultados, as análises realizadas revelaram uma ampliação da oferta de cursos a distância ao longo dos períodos históricos e em decorrência das políticas públicas educacionais no Brasil. Ao lado dessa expansão há o desafio da institucionalização da EaD, seja pela demanda de maior conhecimento acerca desta modalidade e das tecnologias de informação, seja pela necessidade de políticas mais substanciadas para o seu desenvolvimento.Foi possível notar a frágil regulamentação e a incipiente regulação da EaD, quanto analisada no âmbito do Ministério da Educação, havendo a carência de mecanismos de regulação e supervisão quanto às condições de oferta desses cursos e das instituições que os disponibilizam, sobretudo quanto à multiplicidade de formatos de cursos e metodologias adotadas para a modalidade. Disto, concluiu-se que a superação dos desafios mencionados depende, sobretudo, da capacidade de atualização da regulamentação e de regulação da EaD, assim como da construção coletiva dos rumos desta modalidade, para que esta se torne uma política pública legítima e de qualidade.
Veja mais:
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=EDUCA%C3%87%C3%83O+A+DIST%C3%82NCIA+NO+BRASIL%3A+UMA+AN%C3%81LISE+HIST%C3%93RICA+DAS+POL%C3%8DTICAS+EDUCACIONAIS+BRASILEIRAS&btnG=Pesquisar&meta

CARACTERÍSTICAS DA EaD

Características essenciais do ensino a distância

Rurati, P.1, Borges Gouveia, L. 1 , Borges Gouveia, J. 2
1Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal
2Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal

Resumo: O objetivo deste trabalho é servir de orientação inicial para aqueles que desejam conhecer um pouco melhor esta forma de ensino-aprendizagem, que é o ensino a distância (EaD). O ensino a distância é um recurso de grande importância, também como estratégia de atendimento de grandes contingentes de alunos, de forma mais efetivas que outras modalidades, sem que tal traga grandes riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos.

Veja mais:
http://www2.ufp.pt/~lmbg/com/eLes04%20paulorurato.pdf

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - DESAFIOS

Os Desafios da Educação a Distância
*Anna Maria Lima Sales
A demanda pela Educação a Distância cresce a cada dia para atender às exigências de um mundo em mudanças aceleradas e com menor disponibilidade de tempo e espaços formais para a educação. Hoje várias instituições de ensino desenvolvem estudos e experiências para aperfeiçoar o processo de transposição da educação para além de seus muros.
O processo de uso da Internet na instrução é um fenômeno espantoso, sobretudo no ensino superior, frente ao processo de democratização do saber, à valorização da informação e ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação na sociedade do conhecimento.
Para Baudrillard (1997), a Internet apenas simula espaço de liberdade e de descoberta. O operador interage com elementos conhecidos, sites estabelecidos e códigos instituídos.
No entanto, Pierre Lévy ( 1999) proclama: "fluida, virtual, ao mesmo tempo reunida e dispersa, essa biblioteca de babel não pode ser queimada (...) As águas deste dilúvio não apagarão os signos gravados: são inundações de signos".
O fato de não haver consenso acerca do uso da Internet não diminui a sua importância no contexto escolar. As novas tecnologias têm um grande potencial para trazer importantes mudanças à Educação.
As novas práticas de docência em Sistemas de EAD nos remetem à reflexão acerca da necessidade de uma proposta metodológica mais ampla em todos os contextos dos ambientes de aprendizagem da nova era. É preciso criar novas abordagens no campo da Tecnologia Educacional e procurar superar as limitações referentes às perspectivas teórico-metodológicas.
O planejador de cursos em EAD precisa estar atento aos novos paradigmas para o tratamento do planejamento, desenvolvimento e avaliação em cursos on line.
E quanto aos aspectos afetivo-emocionais? Por ser o domínio afetivo considerado uma subcategoria de aprendizagem, comumente o virtual está associado ao tecnológico, desprovido de humanização. Para se ensinar eficazmente on line, as manifestações afetivas precisam ser compreendidas em sua essência. É chegada a hora de desmitificar o ciberespaço.
Diante desse cenário desafiador de novas maneiras de ensinar e aprender, nada melhor do que finalizar com as palavras do teórico otimista do ciberespaço, Pierre Lévy:Seres humanos, pessoas daqui e de toda parte, vocês que são arrastados no grande movimento da desterritorialização, vocês que são enxertados no hipercorpo da humanidade e cuja pulsação ecoa as gigantescas pulsações deste hipercorpo, vocês que pensam reunidos e dispersos entre o hipercórtex das nações, vocês que vivem capturados, esquartejados, nesse imenso acontecimento do mundo, que não cessa de voltar a si e de recriar-se, vocês que são jogados vivos no virtual, vocês que são pegos nesse enorme salto que nossa espécie efetua em direção à nascente do fluxo do ser, sim, no núcleo mesmo desse estranho turbilhão, vocês que estão em sua casa. Bem-vindos à nova morada do gênero humano. Bem-vindos aos caminhos do virtual! (O que é o Virtual, 1996,pag.150)
*Anna Maria Lima Sales, Técnica em Assuntos Educacionais - MEC - SESu/DEREM